sexta-feira, setembro 29, 2006

Estranho, Eu? Imagina!

“Edgar, você é muito estranho, misterioso e complexo.” Disse ela.

“Não... não sou complexo, você que é simples demais, para me entender!” Respondi pausadamente.

“Então concorda que é estranho e misterioso?”

“Sim. Ser misterioso tem um quê de sedução por causa da curiosidade e, a estranheza é uma dádiva nesta sociedade padronizada”.

“Você e seus pensamentos estranhos”

Fico a sorrir para ela e pergunto: “Irá ministrar algum mini-curso este ano ou fará um painel?”.

“Painel e você?”

“Mini-curso.”

“De que?”

“Reconhecimento sintático de padrões ou algo relacionado à matemática computacional.”

“Mas logo você que detesta os padrões da sociedade, vai dar um mini-curso sobre isso? hahahahahahahaa”

“Querida, é por isso que sou estranho : ] ”

quinta-feira, setembro 07, 2006

Beijos, Blues e Poesia


Então houve beijos, amassos, suspiros e arrepios, até a voz dizer: “Está tarde, tenho que ir”.

O tempo passou tão rápido entre beijos e as palavras “tenho que ir” que achei que poderia ser assim sempre que tivesse uma aula chata.

BEIJOS, BEIJOS, BEIJOS...

Algo tão necessário para a vida de alguém, uma felicidade momentânea para os apaixonados, pois quando acabam o sofrimento e os pensamentos de como será o próximo dia surgem. E a nos perguntamos se os beijos continuaram ou não, com isso demoramos dormir, perdemos a concentração em alguns atos, não conseguimos ver nada além do acontecido no dia ou noite anterior. Tudo na verdade foi um feitiço lançado e fisgado.

I PUT A SPELL ON YOU… AND NOW YOU’RE MINE!

E tudo isso por causa do que? O que leva a essa paixão sem defeitos? Que algo é esse profundo que sentimos minutos depois e sempre queremos sentir? Quem ou o que nos faz sofrer depois de uma decepção? Ora, simples é tudo culpa de uma palavrinha mais adorada e amada por todos.

SIM, SIM, SIM...

Quem não sonha em sempre ouvir esta palavra quando está apaixonado? Mas junto a ela, vem um NÃO, um não terrível, atroz e fulminante que tira lágrimas dos fracos e deixa os fortes despedaçados. Uma escolha, o amor, a paixão, a felicidade, tudo é uma escolha. E toda a escolha tem a sua rejeição. A vida é um Yin Yang finito tão finito quanto à vida da pessoa.

"Os que não amam senão uma vez na vida são os verdadeiramente superficiais. O que eles chamam de lealdade e fidelidade eu chamo de letargia do costume ou falta de imaginação. A fidelidade é, para a vida emocional, o que é a estabilidade para a vida intelectual: uma simples confissão de fracassos. Fidelidade! Encontra-se nela a paixão pela propriedade. Há muitas coisas que abandonaríamos se não temêssemos que os outros as apanhassem." O retrato de Dorian Gray.


Então vamos todos amar, se for possível!